Pensei que ninguém lia isso aqui, mas quatro pessoas vieram comentar que tinham lido, além de uma pessoa que eu já sabia que iria ler (pois contei que estava escrevendo). Como são pessoas por quem tenho muito carinho, não me preocupei, mas confesso que a exposição me assusta.
Se não é pra ninguém ler, por que publicar então? Não sei. Talvez no meu subconsciente eu queira que alguém leia (odeio quando meu subconsciente esconde algo de mim). Acho que na verdade é a esperança de que fosse entendida.
E pra que quero ser entendida se odeio que tirem qualquer conclusão a meu respeito; que pensem por mim; que me digam o que devo fazer ou deixar de fazer; que julguem o que faço, falo ou penso; que decidam o que é bom ou ruim pra mim (como já disse, se eu tiver que aprender algo vou aprender quebrando a cara mesmo, não por conselho ou experiência de outra pessoa); que tentem me agradar não fazendo o que eu gostaria, mas o que alguma pessoa sugeriu; que tenham pena, que tenham cuidado demais; que sejam duros demais; que se preocupem demais?
Acho que seja por isso tudo! Tento ser o mais sincera e clara possível pra evitar que qualquer uma dessas coisas aconteça. Só que eu não conheço a cabecinha de cada um, e sempre terá algo que será mal interpretado por alguém (como Murphy me ama, é provável que seja interpretado da pior forma possível). E assim, "o tiro sai pela culatra" e o que eu escrevo contribui para que seja mais mal ententida ainda.
Bem, o que acabo de escrever não é nenhuma indireta pra ninguém (às vezes leio algumas coisas e fico com a sensação de terem sido escritas pra mim, e quando vou ver foi uma perfeita "viagem na maionese"). É apenas minha terrível mania de me justificar e de ser transparente que me obriga a explicar também isto: o fato de eu tentar ser clara no que digo não significa que o leitor me entenderá com clareza. Isso vale pra mim (que não terei mais a ingenuidade que "agora sim, me entendem" e pra vocês, que não poderão mais pensar: "ah, então é assim que ela se sente".
E no mais, vou lembrar do que o loiro disse "Não sermos literais às vezes faz nossa beleza".
Sei não
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger
Não sei qual foi a causa e quais serão as conseqüências
A borboleta bate as asas e o vento vira violência
Não sei a soma exata só a ordem de grandeza
Não sermos literais às vezes faz nossa beleza
Às vezes faz nossa cabeça um par de olhos um pôr de sol
Às vezes faz a diferença
Tentei ficar na minha
Tentei ficar contigo
O que há de mais moderno
Ainda é um sonho muito antigo
Tentei ser teu futuro
Tentei ser teu amigo
O que há de mais seguro
Também corre perigo
Não sei a quantas anda é da nossa natureza não saber o que fazer
Às vezes faz nossa certeza
Às vezes faz nossa cabeça um par de olhos um pôr de sol
Às vezes faz a diferença
Tentei ficar na minha
Tentei ficar contigo
O que há de mais moderno
Ainda é um sonho muito antigo
Tentei ser teu futuro
Tentei ser teu amigo
O que há de mais seguro
Também corre perigo
Um comentário:
Serei seu leitor, acompanharei suas postagens, me avisa tá!
Eu acho que te entendo...
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