Penso demais, falo demais, preocupo demais, canso demais, vivo de menos.
Ao menos enquanto não consigo me resolveu com meu subconsciente, meu inconsciente, meus neurotransmissores, meu cérebro, meu sono, meu eu "multipolar"... vou tentar ficar mais calada.
Se não consigo me entender nem comigo mesma, a quem me farei entender?
Difícil, pois gosto de falar, preciso falar.
Mas quanto mais eu falo, mais me atrapalho e mais me preocupo depois com o que eu disse, com o que eu pensei, e ultimamente dei pra preocupar também com o que me dizem...
Ah, não sou só eu não, pessoas também gostam de falar bastante... e acho que não aprendi a ouvir, apenas a falar (sim, "temos dois ouvidos e uma boca, pra falar menos e escutar mais", já dizia a vó de alguém, talvez minha bisa, a vó falante de mamãe).
Na verdade até gosto de ouvir, mas estranhamente as pessoas que menos gosto de ouvir são as que mais falam (o que me faz pensar que devo incomodar muita gente, já que falo bastante).
Mais um motivo pra eu fechar minha boquinha e segurar minha linguinha grande (que não é venenosa, pois praticamente só falo de mim mesma). E os dedos também, claro, a essa hora da madrugada ficam bêbados de sono, como eu.
Fechar a boca não... os risos e sorriso continuam, senão eu morro de vez (o que não me parece má idéia ultimamente, mas por enquanto tô me convencendo a viver)
"Talvez escreva um poema" (mas não grito seu nome), "Nem sei se vale a pena" (nem mesmo espere que eu telefone)
sexta-feira, 25 de julho de 2008
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